sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pior do que infeliz, é móbil de vergonha observar alguns dos seres que tão evoluídos se auto intitulam a regredir continuamente no tempo, abraçando ideias e conceitos que, à sombra das aparências, se encontram baseadas na desigualdade, no ódio, na injustiça. 

São mentes surdas que não ouvem as vozes das vítimas do passado, clones no presente de um motor que deixa escoar lentamente gotas de óleo inquino em estradas pelas quais outros conduzem, estas vidas que acabam por sofrer os efeitos colaterais desse vácuo respeito. 

Em pleno século XXI, idade em que o mundo aclama fazer parte de uma aldeia global, em que muitos se deslocam sem fronteiras, não se compreendem certos nacionalismos exacerbados!

Em pleno século XXI, depois da 1ªGuerra Mundial, de uma 2ªGrande Guerra, de uma Guerra Fria, da Guerra do Golfo e da Guerra do Iraque (e muitas outras que a extensão destas linhas me obrigam a deixar passar sem pronunciar), qual é a explicação que se mantém erguida em redor dos milhares de corpos que tombam ensanguentados diariamente?

Em pleno século XXI, onde estão os valores embebidos na religião do respeito e amor ao próximo, onde está a liberdade, quando alguns são rotulados de proscritos?

Em pleno século XXI, ainda ninguém encontrou o tecido que devia vendar os olhos da Santa Justiça, aquela que já não empunha uma espada mas um envelope cujo conteúdo pesa na balança que segura na outra mão?

Em pleno século XXI, está para chegar o dia em que o Homo Sapiens Sapiens seja merecedor do seu título.

1 comentário:

  1. Gostei muito do texto, José! E são tudo coisas que eu dou por mim a pensar, de vez em quando... Infelizmente, não tenho resposta para essas questões, apenas posso esperar (e espero sempre) que as mentalidades vão mudar um dia.

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